Viajantes: Arara-azul


"[...]. Depois de uma marcha terrível de mais de oito horas por péssimas picadas e através de savanas literalmente ardentes sob o sol quente da Guiana, chegamos ao misterioso lago e, embora derreados, não resistimos ao exame imediato desta maravilhosa bacia de água doce. [...]. Nunca encontrei lugar em que os animais mostrassem uma tão completa ausência de medo do homem, num verdadeiro estado paradisíaco como aqui, à beira deste desconhecido lago no meio da floresta, que é provavelmente o mais meridional de uma série de lagos semelhantes distribuídos na região inexplorada, entre as bocas dos rios Cunani e Cassiporé. As araras azuis pousavam a cada instante, em bandos de quatro a seis, nas majestosas palmeiras-miriti da margem oposta. Vimo-las chocando em buracos destes troncos altos, onde a ave desde longe é atraída por sua enorme cauda para a qual o buraco não oferece naturalmente espaço bastante. [...]. Emílio A. Goeldi (1859-1917). Resultados ornithologicos de uma viagem de naturalistas à costa da Guyana Meridional. Boletim do Museu Paraense de História Natural e Ethnographia (Museu Goeldi), Belém, t. 3, fasc. 1-4, p. 223, 1900-1902.
 
 
 
Arara-azul ou Araraúna (Anodorhynchus hyacinthinus)
Ilustração de J. Th. Descourtilz. História natural das aves do Brasil. 1983.


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